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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A árvore, os frutos e o tempo

Mas tudo passa tudo passará, tudo fica tudo ficará esse é o ciclo da árvore, o ciclo da gente e também a música de Nelson Ned.  Mas voltando ao nosso assunto, qual é tempo certo para colher um fruto? Quanto tempo demora a fruta ser fruta, e depois de ser fruta se tornará arvore?
Aquela semente cresceu e agora fruta só pensava em ser colhida, mas será que estaria madura, pois sempre que se lembrava da sua relação com a árvore que ela também não seria a mesma quando  fosse apanhada, que não teria mais como apoio os galhos fortes que sempre te envolveram voltava a pensar em ainda ser uma fruta verde. No entanto, o tempo cuidará como sempre cuidou de tudo, das tempestades aos dias de verão com sol ardente, ele continuará a ditar suas regras e logo, logo já não serás mais fruta e sim árvore como o ciclo natural das coisas.  A relação que o tempo estabeleceu contigo diariamente (nesta época) sempre transitara pelos sonhos e desejos e outras horas fazia passagem pelas inseguranças e medo, mas nunca a enganou pelo contrário sempre foi assim, essa é uma das facetas dele, acalma-se!
A árvore que já passara por tudo isso não se preocupa mais com tais questões, hoje ela tem uma nova relação com o tempo. Agora ele se mostra com outras faces sendo até mesmo auspicioso com sua colega árvore. A evolução de suas sementes para frutas dá a árvore o reconhecimento de dever cumprido. E o tempo, ele com suas inúmeras faces nunca distante em todo instante presente faz disso tudo uma grande brincadeira.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Ai que danada!

Sem medo de ser feliz, ela se aproxima e pergunta você é professora da minha escola não é, mas eu nunca te vi lá! Você dá aula do que? Para qual turma? Onde você mora? Você sempre pega esse ônibus, nesse horário né! É o mesmo horário que eu.

Depois de vomitar todas as suas perguntas sem ao menos parar para respirar, aquela menininha começa a se apresentar e conta sobre sua vida, seu afazeres na escola, a rotina do seu dia a dia, e o papo se estende até o ponto de destino final. Por coincidência  as duas moravam próximas, então desembarcaram no mesmo lugar, e o papo se estende um pouco mais.

O papo cada vez mais interessante e engraçadinho pelo jeito com que ela observava a vida com seu jeito inocente, porém o que mais chamou atenção durante toda essa conversa foi que mesmo com a pouca idade, ela já tinha visto e vivido várias coisas do caminho da casa/centro/escola e apesar de todas as dificuldades aquela pequenina ainda tinha muita determinação. Esperta como só ela disse que não se cansava das dificuldades, pois tinha certeza que a cada novo dia ela recebia um presente, e por isso, ficava muito feliz! Então levantava suas mãozinhas para pegar o presente desse novo dia, e hoje seria aquele encontro, não é danada essa menina!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Universo particular

Apesar de parecer comum fazia questão de ser diferente, às vezes nem tanto, mas sua luz aparecia mesmo que escondida, e isso é sua maior alegria. Muita coisa ela sentia e acreditava que tudo dependia dela e da sua fé. Com uma convicção fora do comum lutava geralmente isso acontecia nas terças-feiras, onde suas forças eram renovadas com tudo que estavam reservado para esse dia.

Quem disse que não poderia falar o que pensava, sobre todas suas convicções, mas para quem iria falar...quando muitos não a vêem e muito menos a ouvem, mas isso já era outra questão, pois enquanto alguns desconheciam,  do outro lado ... coisas surpreendentes aconteciam.

O fato é que seu universo era sempre completo nas terças-feiras e aos domingos, e sempre que reservava um tempo para permitir que sua luz irradiasse aos outros, e a luz que esses devolviam para ela a torna muito mais feliz e completa.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A mala prata

Acenou para dizer que também iria, então ele parou e abriu suas portas para que a mala prata entrasse, o que haveria de tão pesado  que não poderia  passar pela frente como o costume de todos.

Ainda era cedo e para ajudar era uma segunda-feira, e poucos de verdade se incomodaram com sua presença, pois ainda era começo de semana e como diz a lenda... as segundas-feiras são brabas – não é fácil pra ninguém.

Mais ao fundo sentada e sem ser contagiada com a segunda-feira até aquele momento, ela que estava lendo uma apostila observava o movimento ao seu redor, quando também viu a mala prata e aquela que carregava com todo cuidado se aproximarem. Não fizeram amizade, mas uma olhava para outra se encarando, um livro colorido em cima da mala era a única dica do que poderia ter na mala, mas o percurso foi rápido demais para ter certeza, por fim somente compartilharam aquele espaço e cada um retomou sua atual rotina.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Estrelas no chão

E naquele dia... ela que até então pensava andar sobre as estrelas viu que na verdade não era nada disso, o que acontecia de fato é que ela estava de pernas para o ar, da mesma forma que o seu mundo.

Nesse instante ela percebeu que muita coisa estava fora do lugar do que ela achava estar guardado a sete chaves, assustada chorou, mas calmamente sentiu o vento bater em suas pernas e  conseguiu tirar um pouco de aproveito de tudo que estava acontecendo, pois sabia que lá no céu ainda não era o seu lugar e que tinha muito para caminhar e crescer na terra. 

sábado, 30 de julho de 2011

Meias mentiras, meias verdades

Pensou tanto, tanto, que ficou confusa e se cansou. Não sabia o que era verdade verdadeira e se ela existia mesmo. Afinal nem mesmo ela era capaz de carregar tamanha mala, pois era muito pequenininha,  e não suportaria o peso.

O que ela faz é pensar... e isso, ah... isso já é muito, pois ela faz demasiadamente, e é o que ajuda a direcionar sempre seus passos. E  assim ela luta para manter seu equilíbrio e ser constante no caminho que escolheu.

No seu caminhar descobriu que muitas coisas já foram verdades e agora se tornaram meias verdades, já que hoje não sejam tão verdades assim, então seria meias mentiras, já que alguma vez elas foram verdades e agora viraram meias verdades? Talvez! Então chegou a conclusão que ninguém mais era mentiroso a partir daquele momento de reflexão, pois cada momento corresponde a sua verdade, e essa sim, seria a verdade única, pelo menos nesse instante!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Um dia e esse tal vestido


Ela desde pequena nunca gostou de vestidos, mas sempre olhava para eles com certa curiosidade, até que começou a observá-los mais de perto. Um dia tomou atitude e por conta própria decidiu declarar paz a eles, e passou a usá-los.

Para sua surpresa ele virou um amigo e às vezes fazia companhia, e o mais engraçado é que sempre estavam juntos em ocasiões importantes. Ainda não são melhores amigos, mas já conseguem conviver até já imagina um dia em que lhe fará uma grande surpresa, e ela já pode até desconfiar.